16 julho, 2010
Peripécia Epifânica
Tudo tem escorregado das minhas mãos... sempre foi assim. Primeiro minha vida e minha vontade; agora o sabonete e a escova de dentes. Se continuar assim, onde é que isso vai parar!?
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Milchkaffee
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degustações
29 junho, 2010
Caminho de casa
Feito, até mais.
Desço do carro. Um fusca, na verdade. Como de costume, quando se vai embora, acena-se para de quem está se afastando.
Começo meu não-tão-longo caminho até minha residência. Ok, meu pequeno caminho até ela.
As ruas não têm a melhor iluminação, mas consigo ver o meu trajeto pré-definido, começo a andar. Passo por uma lixeira verde, comum nessa cidade, olho pra frente.
Minha atenção não é das melhores, e, logo, começo a olhar pra todos os lados enquanto ando.
Um homem aparece, do outro lado da rua, roupas escuras, boné. Imagino que ele seja um assaltante, pois cobre o rosto com o boné. Fico cada vez mais atento aos movimentos, procurarndo algum indício de que ele quer atravessar a rua.
Me engano, ele só queria continuar seu trajeto, e, provavelmente, ir para sua casa, para descansar.
Continuo meu caminho. Mais uma vez, avisto alguém caminhando do outro lado da rua, no mesmo sentido que o outro havia antes caminhado. Tento analisar suas vestes, seu modo de caminhar, mas tudo como a miopia me permite. Vejo que carrega uma mochila, e parece pesada.
Imagino que seria difícil pra ela, sim, agora uma mulher, pelo que eu consigo enxergar, correr atrás de mim se tentasse me assaltar. E, por um instante, me vem à mente que ela deve estar imaginando o mesmo sobre mim.
Olhares se cruzam, eu percebo que ela me olha, e ela percebe que eu olho para ela. Ela já não presta mais tanta atenção no seu caminho, me encara como se imaginasse que eu fosse assaltá-la.
Assim que não posso mais vê-a com o canto do olho, volto a minha atenção à minha frente, tendo em mente, mais uma vez, o meu caminho. Algumas sombras parecem se mexer, mas percebo que é só o vento movimentando as coisas por perto.
Chego à porta do prédio no qual moro, troco algumas palavras com o porteiro, nada muito interessante. Subo as escadas, imaginando uma história que se passa durante esse pequeno trajeto até chegar em “casa”.
Mais uma vez seguindo o costume, ao chegar em casa ligo o computador (na verdade só o monitor, já que deixei o computador ligado antes de sair), e, saindo da rotina, começo a escrever um conto.
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Lord Coffee
23 junho, 2010
Quão poderosa é uma criança?
Eu voltava do colégio para casa no trasporte escolar perto do meio-dia. Era uma quarta-feira relativamente quente para o inverno, e as baterias do meu Mp4 haviam acabado aquela manhã enquanto ia fazer aquelas malditas provas, então eu nada podia fazer a não ser contemplar a vista monótona da cidade que ia passando enquanto aturava as conversas bobas dos meus colegas. Essa no entanto me chamou a atenção:
*click, click, click*
- Caralho, é de verdade?
- Aham.
- "Claro que é..." - Pensei comigo mesmo num tom irônico... e até dei um sorriso que logo se desfez quando fiquei me perguntando se plástico podia brilhar daquele jeito. - "Vai ver é uma arma de chumbinho muito bem feita, importada e cara." - Sim, isso mesmo... havia de ser isso. Era uma explicação plausível, mas eu não conseguia tirar os olhos do revólver. Era bem feito demais...
Ele colocava-o sob o maxilar e puxava o gatilho diversas vezes *click, click, click* e fazia umas caretas com os olhos revirados e a língua de fora. Eu completava a cena imaginando sangue e uns pedaços mais solidos disso e daquilo pelo teto e pela janela. Ele ria e balançava a arma como um pequeno gangster, fazendo piadas sobre roleta russa, e seus amigos riam junto. Certamente havia impressionado seus amigos, missão cumprida.
Pelo o que pude captar da conversa, seus pais (pai militar) estavam em um uma curta viagem e sua avó aparecia duas vezes por dia em casa para preparar almoço e janta, e ele havia encontrado a arma do pai no armário ou algo assim. Ótimo, logo na minha van havia uma criança insensata e armada... (pelo menos o tambor não estava carregado, se estivesse, ele já teria atirado no cara sentado na frente dele e na própria cabeça, sem falar na garota ao lado, que parecia estar gostando da brincadeira também). Ninguém mais tinha ouvido aquilo? Seria eu o único prestando atenção na conversa deles? E a arma? Certamente tinham visto ela. Seria possível terem achado que era de brinquedo? Ou seria medo? Por que ninguém fazia nada? Por que eu não fazia nada?
Ele colocou a mão na mochila e tirou uma bala. Arregalei os olhos.
- Vamos jogar roleta russa, só pra ver quem morreria. É só não puxar o gatilho. - disse a seus amigos.
Parecia uma distância muito curta para mim, para considerar aquilo uma brincadeira. E para os amigos dele também, que se entreolharam.
Ele colocou a bala no tambor. Senti todos os músculos do meu corpo se contrairem. O tambor tinha seis compartimentos. Aproximadamente 16,6% de chance da bala parar na agulha, mais a possibilidade da arma estar apontada para mim, desconsiderando outras possíveis variáveis. Sabe, nunca tinha percebido como 16,6% era uma porcentagem assustadoramente alta.
Eu não podia correr aquele risco. Não podia. Apesar de eu reclamar constantemente sobre a vida, a única coisa na qual eu conseguia pensar naquele momento era que morrer naquela hora era cedo demais. Me concentrei um momento e me dirigi a ele em tom moderado e seguro:
- Escuta aqui, tu tá a um passo de dar um tiro em alguém (eu só pensava em mim), não quer esperar eu descer pra fazer isso? Tira essa bala daí.
Ele me olhou. Ele sabia que eu podia contar para alguém sobre aquilo, sabia que era ilegal (e mesmo assim eu temia sua reação); e concordou. Tirou a bala do tambor e guardou tudo. Eu não via a hora de descer daquela van.
Passei o resto da viagem tenso, dando umas olhadas para o lado , para verificar se ele havia pego novamente seu "brinquedo". A algumas quadras de casa eu viro a cabeça e vejo ele com o revólver em suas mãos. - "Agora não, estou quase em casa." - pensei. Enquanto desço vejo ele mostrando o que tem para uns garotos do ensino médio no fundo da van. Consigo ouvir antes do transporte se afastar algo como "Porra, que foda!". Não irei ao colégio amanhã nem sexta-feira. Espero que isso já tenha se resolvido na segunda, tenho mais provas pra fazer.
*click, click, click*
- Caralho, é de verdade?
- Aham.
- "Claro que é..." - Pensei comigo mesmo num tom irônico... e até dei um sorriso que logo se desfez quando fiquei me perguntando se plástico podia brilhar daquele jeito. - "Vai ver é uma arma de chumbinho muito bem feita, importada e cara." - Sim, isso mesmo... havia de ser isso. Era uma explicação plausível, mas eu não conseguia tirar os olhos do revólver. Era bem feito demais...
Ele colocava-o sob o maxilar e puxava o gatilho diversas vezes *click, click, click* e fazia umas caretas com os olhos revirados e a língua de fora. Eu completava a cena imaginando sangue e uns pedaços mais solidos disso e daquilo pelo teto e pela janela. Ele ria e balançava a arma como um pequeno gangster, fazendo piadas sobre roleta russa, e seus amigos riam junto. Certamente havia impressionado seus amigos, missão cumprida.
Pelo o que pude captar da conversa, seus pais (pai militar) estavam em um uma curta viagem e sua avó aparecia duas vezes por dia em casa para preparar almoço e janta, e ele havia encontrado a arma do pai no armário ou algo assim. Ótimo, logo na minha van havia uma criança insensata e armada... (pelo menos o tambor não estava carregado, se estivesse, ele já teria atirado no cara sentado na frente dele e na própria cabeça, sem falar na garota ao lado, que parecia estar gostando da brincadeira também). Ninguém mais tinha ouvido aquilo? Seria eu o único prestando atenção na conversa deles? E a arma? Certamente tinham visto ela. Seria possível terem achado que era de brinquedo? Ou seria medo? Por que ninguém fazia nada? Por que eu não fazia nada?
Ele colocou a mão na mochila e tirou uma bala. Arregalei os olhos.
- Vamos jogar roleta russa, só pra ver quem morreria. É só não puxar o gatilho. - disse a seus amigos.
Parecia uma distância muito curta para mim, para considerar aquilo uma brincadeira. E para os amigos dele também, que se entreolharam.
Ele colocou a bala no tambor. Senti todos os músculos do meu corpo se contrairem. O tambor tinha seis compartimentos. Aproximadamente 16,6% de chance da bala parar na agulha, mais a possibilidade da arma estar apontada para mim, desconsiderando outras possíveis variáveis. Sabe, nunca tinha percebido como 16,6% era uma porcentagem assustadoramente alta.
Eu não podia correr aquele risco. Não podia. Apesar de eu reclamar constantemente sobre a vida, a única coisa na qual eu conseguia pensar naquele momento era que morrer naquela hora era cedo demais. Me concentrei um momento e me dirigi a ele em tom moderado e seguro:
- Escuta aqui, tu tá a um passo de dar um tiro em alguém (eu só pensava em mim), não quer esperar eu descer pra fazer isso? Tira essa bala daí.
Ele me olhou. Ele sabia que eu podia contar para alguém sobre aquilo, sabia que era ilegal (e mesmo assim eu temia sua reação); e concordou. Tirou a bala do tambor e guardou tudo. Eu não via a hora de descer daquela van.
Passei o resto da viagem tenso, dando umas olhadas para o lado , para verificar se ele havia pego novamente seu "brinquedo". A algumas quadras de casa eu viro a cabeça e vejo ele com o revólver em suas mãos. - "Agora não, estou quase em casa." - pensei. Enquanto desço vejo ele mostrando o que tem para uns garotos do ensino médio no fundo da van. Consigo ouvir antes do transporte se afastar algo como "Porra, que foda!". Não irei ao colégio amanhã nem sexta-feira. Espero que isso já tenha se resolvido na segunda, tenho mais provas pra fazer.
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Milchkaffee
25 maio, 2010
Nostalgia...
O Café de ontem traz lembranças... Algumas delas muito preciosas.
Lendo as postagens mais antigas desse blog, me deparo com uma do Coffeesage, e lembro do dia em que criamos esse não-tão-aclamado blog.
Sinto saudades do velho amigo, um dos primeiros que conheci quando cheguei nesta cidade, em 2003, na qual resido até hoje.
E aquele outro companheiro então, pelo qual até meados de 2008 eu sentia nada mais que ódio?
Muitas vezes me recordo do Ensino Médio, época na qual conheci grandes amigos, época da qual sempre falamos... Época que eu gostaria que voltasse, e nunca acabasse. Recordo até hoje daquele dia em que Duke Spoon veio em minha direção, quando o sinal para o recreio havia soado, para perguntar nada mais, nada menos do que a letra de uma música em japonês, que, logicamente, eu já conhecia. No dia seguinte, via-me sentando ao lado dele, e de outro camarada com o qual hoje em dia temos pouco contato, mesmo estudando no mesmo prédio. Era o Nos7, com o qual formávamos o "N3", que servia, basicamente, para nada.
Mas era o nada mais divertido de todos.
Enquanto escrevo, me recordo de uma missão nossa. Não só do N3, mas de todos com os quais eu andava. CoffeeSage, Duke Spoon, Nos7, outros que não tiveram um apelido, e que, logo, não citarei... Todos nós uma vez dissemos "Cara, a gente tem que encarar um xis da casa!!". Acabou o ano, passou-se um, dois... e não voltamos lá para encarar o tal xis da casa, de uma cantina perto do colégio em que estudávamos. Hoje já não podemos ir todos juntos para a tal cantina, pois CoffeeSage e "Loló" já se afastaram de nós, e não nos comunicamos com tanta frequência.
Queria que aqueles dias voltassem...
Algum dia, quando eles vierem nos visitar, com certeza cumpriremos a missão! E faremos uma comemoração pela missão cumprida. Lágrimas da saudade que estaremos matando fluirão de nossos olhos, cairão no chão xadrez, preto, branco, preto, branco, frio e nostálgico, que estará por debaixo de nossos pés... CoffeeSage estará na frente da churrasqueira, seu lugar favorito, Loló estará transpondo para o papel suas novas memórias da união com os seus amigos, Duke Spoon sugerirá um RPG entre os companheiros, Milchkaffee estará ao lado de Loló, compondo uma canção que será lembrada pelas próximas semanas, Haseo com certeza estará dando suas idéias para a letra, Lord Coffee fará um ode à lua, sentado no piso frio do terraço, acima do salão de festas, e em seguida irá para perto de seus companheiros fazer o arranjo da canção, todos encherão seus estômagos com uma carne bem passada, pelo CoffeeSage...
Enquanto eu imagino a cena, lágrimas estão ameaçando escorrer em meu rosto...
Às três horas, ouviremos o canto do galo, já citado em uma de nossas canções... beberemos o tão aclamado Café, que sempre nos acompanhou em todas as junções, louvaremos a cafeína, para então continuar compondo, e conversando, e rindo... para criar novas memórias com aqueles amigos com os quais eu iria até o fim do mundo, mesmo sabendo que a morte estaria nos esperando.
A lágrima desceu pelo lado esquerdo da minha face, e está prestes a cair no teclado...
Mesmo entristecendo-me com essas lembranças, elas ainda fazem parte dos meus pensamentos diários... Sei que aqueles dias não voltarão, mas tentarei ao máximo fazer com que dias semelhantes aconteçam.
Lendo as postagens mais antigas desse blog, me deparo com uma do Coffeesage, e lembro do dia em que criamos esse não-tão-aclamado blog.
Sinto saudades do velho amigo, um dos primeiros que conheci quando cheguei nesta cidade, em 2003, na qual resido até hoje.
E aquele outro companheiro então, pelo qual até meados de 2008 eu sentia nada mais que ódio?
Muitas vezes me recordo do Ensino Médio, época na qual conheci grandes amigos, época da qual sempre falamos... Época que eu gostaria que voltasse, e nunca acabasse. Recordo até hoje daquele dia em que Duke Spoon veio em minha direção, quando o sinal para o recreio havia soado, para perguntar nada mais, nada menos do que a letra de uma música em japonês, que, logicamente, eu já conhecia. No dia seguinte, via-me sentando ao lado dele, e de outro camarada com o qual hoje em dia temos pouco contato, mesmo estudando no mesmo prédio. Era o Nos7, com o qual formávamos o "N3", que servia, basicamente, para nada.
Mas era o nada mais divertido de todos.
Enquanto escrevo, me recordo de uma missão nossa. Não só do N3, mas de todos com os quais eu andava. CoffeeSage, Duke Spoon, Nos7, outros que não tiveram um apelido, e que, logo, não citarei... Todos nós uma vez dissemos "Cara, a gente tem que encarar um xis da casa!!". Acabou o ano, passou-se um, dois... e não voltamos lá para encarar o tal xis da casa, de uma cantina perto do colégio em que estudávamos. Hoje já não podemos ir todos juntos para a tal cantina, pois CoffeeSage e "Loló" já se afastaram de nós, e não nos comunicamos com tanta frequência.
Queria que aqueles dias voltassem...
Algum dia, quando eles vierem nos visitar, com certeza cumpriremos a missão! E faremos uma comemoração pela missão cumprida. Lágrimas da saudade que estaremos matando fluirão de nossos olhos, cairão no chão xadrez, preto, branco, preto, branco, frio e nostálgico, que estará por debaixo de nossos pés... CoffeeSage estará na frente da churrasqueira, seu lugar favorito, Loló estará transpondo para o papel suas novas memórias da união com os seus amigos, Duke Spoon sugerirá um RPG entre os companheiros, Milchkaffee estará ao lado de Loló, compondo uma canção que será lembrada pelas próximas semanas, Haseo com certeza estará dando suas idéias para a letra, Lord Coffee fará um ode à lua, sentado no piso frio do terraço, acima do salão de festas, e em seguida irá para perto de seus companheiros fazer o arranjo da canção, todos encherão seus estômagos com uma carne bem passada, pelo CoffeeSage...
Enquanto eu imagino a cena, lágrimas estão ameaçando escorrer em meu rosto...
Às três horas, ouviremos o canto do galo, já citado em uma de nossas canções... beberemos o tão aclamado Café, que sempre nos acompanhou em todas as junções, louvaremos a cafeína, para então continuar compondo, e conversando, e rindo... para criar novas memórias com aqueles amigos com os quais eu iria até o fim do mundo, mesmo sabendo que a morte estaria nos esperando.
A lágrima desceu pelo lado esquerdo da minha face, e está prestes a cair no teclado...
Mesmo entristecendo-me com essas lembranças, elas ainda fazem parte dos meus pensamentos diários... Sei que aqueles dias não voltarão, mas tentarei ao máximo fazer com que dias semelhantes aconteçam.
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Lord Coffee
02 maio, 2010
Velhas letras.
Olá, caros e raros leitores!
Se por qualquer razão constituir ofensa, perdoem minha ausência por aqui. Se é que a justifica, tal ausência tem-se dado pela falta, a mim, da presença simultânea dos elementos "tempo", "inspiração", "computador", "conexão", e, por que não, alguns outros.
E para estabelecer meu duvidoso retorno, vim postar aqui um de meus textos antigos, que encontrei, em meus backups, nesta fria madrugada que prenuncia um adorável inverno. Na próxima postagem, cuja data não sei precisar, eu escrevo, de fato, algo. Até lá, ou até a postagem de outro irmão-de-cafeína, fiquem com meu Poema Sem Título:
Como um projétil feroz
Tu me cortas e me atravessas
E pela pungente dor, sou tomado:
A dor de ter vida esvaída
De saber de mim tua distância
A dor de ter o espírito dilacerado...
Por uma verdade incontestável.
E o que farei, agora que nada mais sou?
Como te encontrarei?
Ver-te-ei, sim, de perto
Mas tocar-te não poderei...
O coro da agonia de meu espírito ecoa
No meio da noite infinita...
Mas chega a ti mudo, ínfimo
E não o ouves.
E assim, vagarei a eternidade
Esperando, deste mundo, a piedade
À qual suplico que me venha buscar
E me leve até outro lugar
Inexistente, sim,
Mas onde eu não precise te amar.
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Duke Spoon
12 abril, 2010
Conversa de café...
Café com sangue? Sangue no café? Não soa muito apetitoso, nem mesmo saudável, mas aqui estou eu, mais um cafeinado, e vampiresco, falando sobre? Vampiros ou café? Afinal, que diabos... Nunca conheci um vampiro que conseguisse tomar café, imaginem só o perigo, café com alho! por outro lado nunca conheci "outro" vampiro, então deixemos por isso, eu tomo café!
Mas falando em café, porque café, como o próprio café é algo maravilhoso de se discutir... Parei para ponderar, sobre? Conversando com o seu café! Uma sensação deveras desconhecida, mas um assunto palpitante não concordam? Já pararam para pensar como o café se sente? Sendo moído, torrado, talvez até mesmo pisoteado por aqueles que não descobriram as últimas gerações de invenções tecnológicas, ou as mãos...
- No, please, don't drink me, I'm not good for you! Ihave three little grains! - Café importado dos Estados Unidos, nunca discuta com eles, tem muito medo de virarem bebida, você pode acabar ficando com pena, e deixando ele viver, e aí? Como deliciar-se com a sua bebida favorita se não tem coragem de utilizar a matéria prima de forma adequada.
- Ô mano, sai fora! Vai beber leite da vaca! - Café metido à besta, nem tenha pena deste, mas cuidado ao engolir, sempre tendem a lhe atacar tentando dar-lhe uma indigestão, recomendado apenas aos verdadeiros apreciadores (assim os considero, afinal, lendo um blog sobre café estão).
- Per favore, sono solo un povero caffè - O café italiano, uma delícia, uma verdadeira delícia! Mas cuidado, no ínício ele pede com educação, mas como eterno negociador, com o tempo ele vai ficando meio "forte"!
Quantas mais conversas de café, ou com café será que seriam possíveis? Só sei, que falando ou não falando, é tudo café, e por isso a vida vale a pena!
Mas falando em café, porque café, como o próprio café é algo maravilhoso de se discutir... Parei para ponderar, sobre? Conversando com o seu café! Uma sensação deveras desconhecida, mas um assunto palpitante não concordam? Já pararam para pensar como o café se sente? Sendo moído, torrado, talvez até mesmo pisoteado por aqueles que não descobriram as últimas gerações de invenções tecnológicas, ou as mãos...
- No, please, don't drink me, I'm not good for you! Ihave three little grains! - Café importado dos Estados Unidos, nunca discuta com eles, tem muito medo de virarem bebida, você pode acabar ficando com pena, e deixando ele viver, e aí? Como deliciar-se com a sua bebida favorita se não tem coragem de utilizar a matéria prima de forma adequada.
- Ô mano, sai fora! Vai beber leite da vaca! - Café metido à besta, nem tenha pena deste, mas cuidado ao engolir, sempre tendem a lhe atacar tentando dar-lhe uma indigestão, recomendado apenas aos verdadeiros apreciadores (assim os considero, afinal, lendo um blog sobre café estão).
- Per favore, sono solo un povero caffè - O café italiano, uma delícia, uma verdadeira delícia! Mas cuidado, no ínício ele pede com educação, mas como eterno negociador, com o tempo ele vai ficando meio "forte"!
Quantas mais conversas de café, ou com café será que seriam possíveis? Só sei, que falando ou não falando, é tudo café, e por isso a vida vale a pena!
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Al Cappucino
Insônia, de novo.
Novamente, a falta de sono me mantém acordado, até um horário indefinido.
O que fazer? Eu tento escrever coisas. Assim como essa que vocês estão para ler.
Ou já estão lendo? Nossa, isso foi rápido.
Infelizmente eu estou sem idéias. E sem sono.
E o café, nesse momento, infelizmente não é bem-vindo. Mas eu aceitaria um copo de leite morno, se não for pedir demais.
Olho para o relógio, percebo que estou acordado ha duas horas, tentei dormir, não obtive resultados agradáveis. E encontro alguém para conversar. Mas a conversa não flui do modo como eu gostaria.
Preciso de uma distração, da última vez que eu tive insônia eu... escrevi um texto aqui.
A inspiração se foi, junto com o último gole de café da noite passada...
Tive uma idéia! Vou postar um dos meus textos que eu escrevi enquanto me indagava sobre a lua.
Aguardem! E bom café.
O que fazer? Eu tento escrever coisas. Assim como essa que vocês estão para ler.
Ou já estão lendo? Nossa, isso foi rápido.
Infelizmente eu estou sem idéias. E sem sono.
E o café, nesse momento, infelizmente não é bem-vindo. Mas eu aceitaria um copo de leite morno, se não for pedir demais.
Olho para o relógio, percebo que estou acordado ha duas horas, tentei dormir, não obtive resultados agradáveis. E encontro alguém para conversar. Mas a conversa não flui do modo como eu gostaria.
Preciso de uma distração, da última vez que eu tive insônia eu... escrevi um texto aqui.
A inspiração se foi, junto com o último gole de café da noite passada...
Tive uma idéia! Vou postar um dos meus textos que eu escrevi enquanto me indagava sobre a lua.
Aguardem! E bom café.
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Lord Coffee
Memórias...
Lendo a postagem do amigo Milchkaffe, eu senti a necessidade de colocar pra fora as palavras que por muito tempo eu guardava dentro de minha mente.
As lembranças da nossa amizade nunca nos deixarão, aquelas noites à luz da lua, compondo nossas músicas, ou mesmo que só tocando notas aleatória nas cordas dos violões, difícilmente serão superadas por algum outro momento de nossas vidas.
Sim, caro amigo, o ócio e o tédio fazem com que lembremos dos velhos prazeres em escrever, mesmo que não tenhamos algo sobre o que escrever, e trazem à tona as memórias de o que, por um bom tempo, foi quase que uma rotina, mas uma rotina que nunca cansava.
O contraste do preto com o branco... com o preto e novamente com o branco de um terraço com portas de vidro, ou mesmo os fundos da distante casa de um amigo, os churrascos, as pizzas, os clássicos xis's, de vez em nunca um pastel... todos esses elementos reunídos formam a nossa amizade.
E claro, não podemos esquecer o café. Quente, amargo, doce, frio... a bebida que estava sempre presente, mantendo-nos acordados para que continuássemos as nossas atividades, as nossas composições, nossas conversas, contos e lamentos. E aqueles ouvidos que estavam sempre lá para ouvirem nossas palavras, algum dia voltarão. E quando voltarem, façamo-nos de ouvidos, para que eles sejam as bocas que nos contarão as novas histórias.
Quem dera o frio pudesse congelar o tempo, naquele instante em que o galo cantava às 4 horas da manhã, ou então naquele momento de risada ao lado da já quase abandonada churrasqueira... Mas isso são preces que não serão ouvidas... O que nós podemos fazer é esperar que os camaradas retornem, para que possamos, mais uma vez, assar uma boa peça de carne, tomar um café e soar os violões.
As lembranças da nossa amizade nunca nos deixarão, aquelas noites à luz da lua, compondo nossas músicas, ou mesmo que só tocando notas aleatória nas cordas dos violões, difícilmente serão superadas por algum outro momento de nossas vidas.
Sim, caro amigo, o ócio e o tédio fazem com que lembremos dos velhos prazeres em escrever, mesmo que não tenhamos algo sobre o que escrever, e trazem à tona as memórias de o que, por um bom tempo, foi quase que uma rotina, mas uma rotina que nunca cansava.
O contraste do preto com o branco... com o preto e novamente com o branco de um terraço com portas de vidro, ou mesmo os fundos da distante casa de um amigo, os churrascos, as pizzas, os clássicos xis's, de vez em nunca um pastel... todos esses elementos reunídos formam a nossa amizade.
E claro, não podemos esquecer o café. Quente, amargo, doce, frio... a bebida que estava sempre presente, mantendo-nos acordados para que continuássemos as nossas atividades, as nossas composições, nossas conversas, contos e lamentos. E aqueles ouvidos que estavam sempre lá para ouvirem nossas palavras, algum dia voltarão. E quando voltarem, façamo-nos de ouvidos, para que eles sejam as bocas que nos contarão as novas histórias.
Quem dera o frio pudesse congelar o tempo, naquele instante em que o galo cantava às 4 horas da manhã, ou então naquele momento de risada ao lado da já quase abandonada churrasqueira... Mas isso são preces que não serão ouvidas... O que nós podemos fazer é esperar que os camaradas retornem, para que possamos, mais uma vez, assar uma boa peça de carne, tomar um café e soar os violões.
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Lord Coffee
09 abril, 2010
Vivendo... e esquecendo. (E um diálogo)
Eis aqui meu segundo post depois de apoximadamente 8 mêses atrás, quando ousei dizer que o blog seria atualizado em uma base semanal... bah!
Bom... como Coffeesage disse, "o homem foi cuidar do seu labor". Acabam as férias e em um momento as semanas estão cheias! Universidade para uns aqui, EsPCEx para uns lá e Colégio para mim...
Declaro então este blog oficialmente inconstante. (Não que alguém leia com freqüencia, até postagens são raras aqui.)
Mas por algum motivo estou aqui... - Qual será ele? - me pergunto.
- Sou eu. - Diz o Ócio.
E o corpo e a mente quase que em coro riem com ironia:
- Ah, ah, ah.
- Ha, ha, ha.
E o Ócio vai embora sob o pesado olhar das Extra-Curriculares... (e o Tédio passeia pelo jardim).
...silêncio...
- Como tem esfriado ultimamente! - A Obviedade quebra o gelo.
- Verdade. - Concorda a Razão. Depois prova seu café.
- Quente.
Sim, tem esfriado... acho que esse é o verdadeiro motivo d'eu estar aqui. O frio me lembra das coisas boas: dos amigos, um vinho quem sabe... o café e o chimarrão (erva-mate argentina, por favor!), um cobertor e um violão, dois pares de meia e sobretudo. Todas essas coisas que sem eu não me sinto bem. Tudo reunido em um terraço com portas de vidro e um chão xadrez (azulejo branco, azulejo preto, azulejo branco, azulejo preto...) onde sentávamos do lado de fora e inventávamos nossas próprias canções entre um gole e outro de café, enquanto o inverno nos acinzentava, a lua nos acariciava, e a noite nos iluminava...
Sim... essa época está chegando outra vez... e eu espero que o frio dessa vez congele não só nossos dedos das mãos e pés, mas o tempo.
Bom... como Coffeesage disse, "o homem foi cuidar do seu labor". Acabam as férias e em um momento as semanas estão cheias! Universidade para uns aqui, EsPCEx para uns lá e Colégio para mim...
Declaro então este blog oficialmente inconstante. (Não que alguém leia com freqüencia, até postagens são raras aqui.)
Mas por algum motivo estou aqui... - Qual será ele? - me pergunto.
- Sou eu. - Diz o Ócio.
E o corpo e a mente quase que em coro riem com ironia:
- Ah, ah, ah.
- Ha, ha, ha.
E o Ócio vai embora sob o pesado olhar das Extra-Curriculares... (e o Tédio passeia pelo jardim).
...silêncio...
- Como tem esfriado ultimamente! - A Obviedade quebra o gelo.
- Verdade. - Concorda a Razão. Depois prova seu café.
- Quente.
Sim, tem esfriado... acho que esse é o verdadeiro motivo d'eu estar aqui. O frio me lembra das coisas boas: dos amigos, um vinho quem sabe... o café e o chimarrão (erva-mate argentina, por favor!), um cobertor e um violão, dois pares de meia e sobretudo. Todas essas coisas que sem eu não me sinto bem. Tudo reunido em um terraço com portas de vidro e um chão xadrez (azulejo branco, azulejo preto, azulejo branco, azulejo preto...) onde sentávamos do lado de fora e inventávamos nossas próprias canções entre um gole e outro de café, enquanto o inverno nos acinzentava, a lua nos acariciava, e a noite nos iluminava...
Sim... essa época está chegando outra vez... e eu espero que o frio dessa vez congele não só nossos dedos das mãos e pés, mas o tempo.
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Milchkaffee
19 novembro, 2009
Lugar nenhum
Salvador, 27/10/09 – 14h 15.
LUGAR NENHUM
Se posso dizer que há um lugar onde me sinto totalmente livre é num aeroporto. Não afirmo que seja diversidade de culturas por que aqui só tem galera local. Gosto muito mesmo do Guarulhos/ Congonhas/ Galeão porque tenho impressão de haver mais culturas por lá. Mas isto não é o principal da sensação. O melhor é não saber quem é quem nem de onde é o quem. Nem quero saber quem eu sou. Fico livre até de mim mesma.
Isto tudo começou mesmo como uma viajem intimista. Algo tanto existencial mas, longe da filosofia, me encontro logo é na antropologia. O fato de aqui passarem todos e não ficar ninguém, o ser local de passagem, o ser um não-lugar é que faz de mim um ninguém, um alguém, um não-ser, um não-eu, eu não!
Intrin-secamente, a filo anda com a sócio, psico, por isso tomo um café no Tabuleiro e adoço com açúcar embalado em Taboão da Serra.
A viagem começa sempre neste intervalo, a contra-senso da palavra, infinito. Começa no check-in e acaba no embarque mas nunca chega seu fim. Intervalo longamente mínimo em que o filme do passado se projeta na película da minha própria pele. As membranas vibram, as pestanas aceleram e eventuais umidades brotam e cumprem seu papel. E a dimensão do intimo se esvai diante da visão das naves em volta. Vou entrar numa delas: pássaro de aço. Me leva em duas asas, me tira do chão, concretiza meu vôo que começa nas idéias e acaba no coração. Como o intervalo que passo em lugar nenhum em direção ao céu do meu ser, um não-ser.
14h30
PS: tomando o café.
Por Dalila, grande amiga =D
LUGAR NENHUM
Se posso dizer que há um lugar onde me sinto totalmente livre é num aeroporto. Não afirmo que seja diversidade de culturas por que aqui só tem galera local. Gosto muito mesmo do Guarulhos/ Congonhas/ Galeão porque tenho impressão de haver mais culturas por lá. Mas isto não é o principal da sensação. O melhor é não saber quem é quem nem de onde é o quem. Nem quero saber quem eu sou. Fico livre até de mim mesma.
Isto tudo começou mesmo como uma viajem intimista. Algo tanto existencial mas, longe da filosofia, me encontro logo é na antropologia. O fato de aqui passarem todos e não ficar ninguém, o ser local de passagem, o ser um não-lugar é que faz de mim um ninguém, um alguém, um não-ser, um não-eu, eu não!
Intrin-secamente, a filo anda com a sócio, psico, por isso tomo um café no Tabuleiro e adoço com açúcar embalado em Taboão da Serra.
A viagem começa sempre neste intervalo, a contra-senso da palavra, infinito. Começa no check-in e acaba no embarque mas nunca chega seu fim. Intervalo longamente mínimo em que o filme do passado se projeta na película da minha própria pele. As membranas vibram, as pestanas aceleram e eventuais umidades brotam e cumprem seu papel. E a dimensão do intimo se esvai diante da visão das naves em volta. Vou entrar numa delas: pássaro de aço. Me leva em duas asas, me tira do chão, concretiza meu vôo que começa nas idéias e acaba no coração. Como o intervalo que passo em lugar nenhum em direção ao céu do meu ser, um não-ser.
14h30
PS: tomando o café.
Por Dalila, grande amiga =D
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Lord Coffee
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